ÁFRICA MINHA……………………onde é que já li isto ?????
Olá Pessoal
Aqui estou em terras do SENEGAL, passado mais de 500 anos, o Infante D. Henrique, volta a terras Africanas , só que sem os títulos……..é da inflação dos tempos e a tradição já não é o que era, também.
Bem primeiro lugar um fica um abraço muito apertado pelo apoio de todos vocês na altura da partida mesmo não tendo duvidas do vosso apoio, de coração, ainda somos muito racionais e o ouvir, o ler e o sentir é uma coisa que faz sempre bem, já estou ansiando pelo carinho da chegada…..ooooooo se estou
Mas vamo-nos deixar da lamechices …
Vou tentar contar algumas das minhas peripécias por aqui, são apenas os relatos de alguns momentos que aqui passo e alguns registos fotográficos de coisas deste mundo.
Em primeiro vamos começar pelo dia da partida……..anda um gaijo o dia inteiro a tentar não se lembrar das coisas boas que vai deixar, porque não sabe o que ai vem , quando entra no avião e nem sentado estou quando, ai foi o bonito, dois negros que pensavam que tinham o mesmo lugar começam ao sôco dentro do avião , logo as hospedeiras começaram a tocar o alarme para virem os homens e ai a coisa desapertou-se com um para cada lado e a trocarem uns piropos entre eles, muito típicos dos portugueses, mas em francês, além de outras ameaças que não interessam para o caso, depois foi o pedir o bilhete , a policia e .............RUA, viram o Senegal por um canudo , foi muito giro...digno de filme, e eu a pensar ....."Pôrra se aqui é assim como será lá ????????????" mas o pior de tudo ainda foi os 50 minutos de atraso, Só faltou mesmo aquela vozinha vinda da cabina do piloto, muito melodiosa…..” Ladies and gentlemans , please, welcome a bord……...”.
Seguidamente dá-se inicio á viagem e para gáudio se qualquer homem que se preze……….meti-me no avião e houve uma mulher que me levou ao céu, não resisti, foi mesmo em pleno voo, a Susana não gostou muito desta parte mas , mal me vi longe dela…pumba…a outra levou-me ao céu, e mais curioso é que só lhe ouvi a voz………. ela era nada mais que a Comandante Maria João, ….foi muito bom, e não consegui dormir, só passei pelas brasas ,e… ,e …,e…, ela as vezes abanava-me muito, e não deu muito descanso a ela tambem, mas eu não fiz figura de fraco, não adormeci.
Depois foi a viagem…
Descida vertiginosa…
Entretanto já era 6ª feira e o destino já estava debaixo dos pés.
Saída do avião e a primeira impressão foi , ...hummmmmm isto está NEGRO, e não era mentira porque eram 3 da manhã logo tinha de estar negro...(CHALAÇA).
Aqui era o suspense de ter ou não alguém á minha espera, mas tudo estava controlado, mal sai do avião, e fui dos últimos, em plena pista lá vem um sujeito com uma farda de ajudante lá do aeroporto tipo pessoal da bagagem ter comigo e disse-me mostrando uma fotocópia do meu passaporte: " monsieur Fernando?" e eu "oui, c'èst moi" parecia a LOULOU do reclame......lolololol," je vous atend aprés la sortie", disse ele, mas como eles falam com um bocado de sotaque daqui eu só comprendi que ele ia estar algures á minha espera, mas lá fui em frente como todos os outros, depois preenchi o formulário de desembarque e como não sabia o hotel, não escrevi para onde ia morar, o policia ficou com o passaporte e disse vá ter lá com o homem e pergunte o hotel onde vai ficar, mais uma vez lá com a pronuncia deles ..... mas percebi que tinha de encontrar o outro gaijo, voltas e voltas e nada, depois lá apareceu a mala e fui ter com outro policia e expliquei que não via o homem que queria, e ele disse que tinha de ir ver lá fora então lá fui eu com a mala na mão já depois de passar o raio-x procurar o homem para lhe perguntar o nome do hotel e ele escreveu no papel...NOVOTEL... e por mim tudo bem, então lá fui eu para traz , entrei outra vez na zona de desembarque para levar o nome do hotel ao policia e ele lá me deu o passaporte, ai já deu para dar uma relachadinha..... depois cá fora ele lá me levou a mala e montes de sujeitos Táxi ?, Táxi?.... e ele lá dizia que não... e então levou-me a outro sujeito que era um jovem que é motorista lá no estaleiro onde eu estou a trabalhar, um sujeito muito simpático (SíDíBí)........
Foi nessa viagem de mais ou menos 15 km que comecei a tomar conhecimento da paisagem nocturna de DAKAR , diga-se de passagem muito pouco agradável, muitas obras nas ruas, muito sujas , muita terra , muito pouca iluminação e ás vezes mesmo nenhuma, em alguns tramos a coisa era menos mal a fazer lembrar algumas ruas dai, o pior foi , e já quase no centro da cidade quando ele entra numa zona de ruas paralelas e perpendiculares escuras como breu com arvores no meio da rua carros podres a cair de ferrugem e eu pensei P…Q…P…, onde eu me vim meter, fiquei um bocado calado mas logo comecei a falar com o rapaz a ver se ele dizia alguma coisa, depois lá entramos novamente na estrada principal, foi no mínimo estranho, muito estranho........ depois lá me deixou no hotel e lá fui dormir um bocado , embora cansado não foi fácil começar a descansar.
O hotel não é mau, …mediano, aqui é 4 estrelas, mas ao cambio actual ai dava pelonome de hospedaria Lua Nova, é mentira estou a brincar , era ai um 2 ou 3 estrelas, prontos 2 e meia, chama-se HOTEL FAIDHERBE, e tem o nome da avenida onde se situa, para verem algumas fotos do hotel é só ir ao endereço a baixo, e já ficam com uma ideia das minhas condições……”pas mal” , “ c’est sufi”. Não se iludam pelos trabalho de PHOTOSHOP, hemmmm.
http://www.mousquetairesenegal.com/faidherbe.html
Bem depois acordei eram 9 horas , tomei um banho e ás 10 horas já estava a caminho do estaleiro, vieram me buscar numa carrinha do estaleiro, naturalmente uma carrinha de luxo, era uma pick up toyota antiga com 4 lugares e caixa atrás, lá vou eu para o banco de trás e parece que não tinha fechado bem a porta de trás porque ouvia muito barulho, mas não era, era o vidro de trás que simplesmente não existia, ou seja ar condicionado "au natural" para evitar mudanças de temperatura... ai começou a pequena viagem de 3 minutos até ao estaleiro, mas nesses 3 minutos deu para perceber o quanto difícil deve ser de conduzir aqui, prioridades á direita ou á esquerda não existem, linhas no chão também não , passadeiras, só em casa ou para rezarem, é uma anarquia quase total, ás vezes dá para arrepiar, sinónimo disso mesmo são os táxis que 85% deles estão batidos ...e bem batidos.
Lá cheguei ao estaleiro e por coincidência as pessoas do estaleiro ( direcção e corpos responsáveis são todos portugueses) estavam na reunião informal diária que fazem para tomar um café todos juntos e debater todos os problemas do dia, onde é que eu já coisas destas (Vitorino?), assim fui apresentado a toda a gente de uma só vez.
Depois estive mais em contacto com o engº responsável, ele lá me foi mostrar a parte da obra deu-me escritório e tratou de me acomodar, entretanto eu tinha deixado a mala no hotel porque eu ainda não sabia se ia ficar neste hotel ou não, depois ao fim da tarde disseram-me que estava convidado para ir jantar com eles.
Saímos e lá fomos para o restaurante.
O restaurante era de facto muito bom, numa estrutura em ferro sobre o mar, tipo DOCAS em Lisboa, com ambiente e decoração tipo Barco e motivos de pesca do espadarte, muito bom.
Depois do jantar eles começaram-se a perguntar uns aos outros se iam ao SAMURA, que é um BAR, a esposa do Director disse-lhe logo, “se quiseres podes ir , eu vou para casa que estou cansada”, … , bem se ela não vai e ele vai é porque o BAR não deve ser assim tão mau, nem tão PERIGOSO como poderia pensar, mas como os outros estavam cheios de vontade para ir, eu ainda pensei, tou feito logo na primeira noite e já me querem levar para um Bar…….. mas lá fomos.
Mais uma viagem fantástica de carro pelas ruas de Dakar, depois mais á frente conto o que vi na viagem, e lá chegamos ao Bar, carro estacionado e na Rua já se ouvia a musica, …. boa fantástico grande som… , ai eu li Restaurante-BAR SAMURA… lá entramos e………o Samura não é mais do que um…… Pátio de uma casa (onde tem a cozinha), onde estão 3 sujeitos a tocar e a cantar (bem diga-se de passagem) e com as casas de banho mesmo ali ao lado……..nada mais parecido com os bares das associações e colectividades dai, umas mesas de plástico brancas com cadeiras iguais, como temos ai nas varandas e jardins de casa no verão, umas plantas ao redor e uma arvore no meio e tá o bar feito, só que se chama SAMURA e não Associação Recreativa da Baixa-da-Banheira, foi o delírio.
O pessoal lá estava a jantar, levantam-se dançam uma musica, vêm se sentar e comer mais um bocado, dançam novamente e assim por diante.
Lá se bebeu uma cerveja ouviu-se mais umas musiquinhas e encontraram-se pessoas conhecidas, deles claro, aquilo funciona mais como um ponto de encontro e convívio do que outra coisa, pelos vistos jantam lá quase sempre ás sextas e aos sábados para conviverem um bocado entre eles.
Depois lá foi o regresso a casa , ao Hotel.
E pronto por hoje chega, não percam as próximas aventuras de………………..INDIANA HENRIQUEJONES E A PAREDE PERDIDA
FEV. 2008
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