A origem do Nome
MASSAMÁ
Andávamos nós “Portugas” em plena expansão marítima, quando
ainda em terras norte africanas, um marinheiro português descobre no meio da
sua roupa suja que ia trazer para casa para a Maria lavar, um caixa de 6
pasteis de Belém com apenas 15 dias de viagem, naturalmente que ele não comeu
os pasteis de belém, mas pensou um pouco e os afamados pasteis serviram de
moeda de troca para o “Portuga” se aliviar com uma marroquina depois de tantos
dias no mar,…, ou não tivesse sangue
luso.
A marroquina adorou o presente e passou algumas das
iguarias, às colegas e assim por diante a fama do pastel de Belém correu mundo.
Apesar de não muito fresca a iguaria passa a ser cobiçada e
quase obrigatória nas “transações” portuguesas, não só de “carne”, mas de tudo
o que interessava aos povos visitados pelos “Portugas” e vice-versa.
Assim as Naus foram preparadas para levar sempre, e em
qualquer expedição, umas centenas de caixas de pastéis de Belém, para
satisfazermos as solicitações e requisitos de todos quantos “visitávamos”.
Como se não bastasse a fama em terras portuguesas, sem
excluir a capital, claro está, também subiu imenso o que levou determinado Rei
a obrigar, em determinados períodos pré nova expedição naval, o pagamento de
impostos de todas os lugares da capital em massa folhada, para a execução das
iguarias.
Como determinava a lei, 15 dias antes e diariamente, os
melhores cozinheiros de todos os lugares da capital teriam de fazer chegar ás
cozinhas reais a sua massa, para aprovação e confeção dos pasteis.
Assim e satisfazendo as ordens supremas, chegava diariamente
ás cozinhas reais centenas de quilos de massa, o Pasteleiro Real chamava pelo
lugar, provava a massa e dava o seu veredito.
-“ Queluz………hummm…… boa.”
-“ Carne (passados uns anos passou a Encarnação) ………hummm……
boa.”
-“ Boavista………hummmm……..má, massa má”.
E assim foi durante anos e anos a Boavista teve sempre massa
má.
Até que chegou aos ouvidos do rei a tão má reputação do
lugar da Boavista, este irritado com as gentes da Boavista decretou que estas
gentes fossem expulsas da capital e que tivessem de ficar a 300 quilómetros de
distância, para não incomodar tão nobre povo da capital, e que levassem o nome
do seu lugar com eles, não eram dignos de habitar tão perto do Rei nem de servir
tão nobres Portugueses que se esforçavam na expansão de terras portuguesas no
ultramar.
O lugar na capital ficou deserto, porque os seus habitantes
foram desterrados, mas com o passar do tempo lentamente começou a ser repovoado,
no entanto a fama até hoje permanece, quando perguntam a um habitante daquelas
bandas onde mora, ele responde prontamente.
-“ Sou da… MASSAMÀ”
Quanto aos desterrados….não se preocupem porque hoje são um
lugar muito próspero da “ Mui Nobre, Leal e Invicta Cidade do Porto”.


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