quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

MASSAMÁ




A origem do Nome   
MASSAMÁ

Andávamos nós “Portugas” em plena expansão marítima, quando ainda em terras norte africanas, um marinheiro português descobre no meio da sua roupa suja que ia trazer para casa para a Maria lavar, um caixa de 6 pasteis de Belém com apenas 15 dias de viagem, naturalmente que ele não comeu os pasteis de belém, mas pensou um pouco e os afamados pasteis serviram de moeda de troca para o “Portuga” se aliviar com uma marroquina depois de tantos dias no mar,…,  ou não tivesse sangue luso.

 
A marroquina adorou o presente e passou algumas das iguarias, às colegas e assim por diante a fama do pastel de Belém correu mundo.
Apesar de não muito fresca a iguaria passa a ser cobiçada e quase obrigatória nas “transações” portuguesas, não só de “carne”, mas de tudo o que interessava aos povos visitados pelos “Portugas” e vice-versa.
Assim as Naus foram preparadas para levar sempre, e em qualquer expedição, umas centenas de caixas de pastéis de Belém, para satisfazermos as solicitações e requisitos de todos quantos “visitávamos”.
Como se não bastasse a fama em terras portuguesas, sem excluir a capital, claro está, também subiu imenso o que levou determinado Rei a obrigar, em determinados períodos pré nova expedição naval, o pagamento de impostos de todas os lugares da capital em massa folhada, para a execução das iguarias.
Como determinava a lei, 15 dias antes e diariamente, os melhores cozinheiros de todos os lugares da capital teriam de fazer chegar ás cozinhas reais a sua massa, para aprovação e confeção dos pasteis.

Assim e satisfazendo as ordens supremas, chegava diariamente ás cozinhas reais centenas de quilos de massa, o Pasteleiro Real chamava pelo lugar, provava a massa e dava o seu veredito.
-“ Queluz………hummm…… boa.”
-“ Carne (passados uns anos passou a Encarnação) ………hummm…… boa.”
-“ Boavista………hummmm……..má, massa má”.
E assim foi durante anos e anos a Boavista teve sempre massa má.
Até que chegou aos ouvidos do rei a tão má reputação do lugar da Boavista, este irritado com as gentes da Boavista decretou que estas gentes fossem expulsas da capital e que tivessem de ficar a 300 quilómetros de distância, para não incomodar tão nobre povo da capital, e que levassem o nome do seu lugar com eles, não eram dignos de habitar tão perto do Rei nem de servir tão nobres Portugueses que se esforçavam na expansão de terras portuguesas no ultramar.
O lugar na capital ficou deserto, porque os seus habitantes foram desterrados, mas com o passar do tempo lentamente começou a ser repovoado, no entanto a fama até hoje permanece, quando perguntam a um habitante daquelas bandas onde mora, ele responde prontamente.
-“ Sou da… MASSAMÀ
Quanto aos desterrados….não se preocupem porque hoje são um lugar muito próspero da “ Mui Nobre, Leal e Invicta Cidade do Porto”.

 

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